mascaras juntos BASE B A4 1.jpg

BABADO

mascaras juntos BASE B A4 3.jpg

BABADO é um projeto iniciado 2020 no Rio de Janeiro, onde vivo e trabalho.

Os
BABADOS são as esculturas de cabeças de animais coloridas, com piercings, grillz, pontas e dentes de ouro. Como uma imagem Epinal contemporânea, eles são o resultado de um encontro através de mim de dois universos distantes, mas ambos brilhando na margem : a comunidade alternativa e o Carnaval onde me formei como escultora desde minha chegada ao Brasil em 2018.

Pela escultura, a performance e a arte de rua, exploro as simbologias da Natureza no inconsciente coletivo dos urbanos. O
projeto BABADO é uma plataforma criativa para pensar em coletivo sobre questões sociais como o empoderamento e a dicotomia entre natureza fantasiada e crise ambiental.

EN

BABADO is a project started in 2020 in Rio de Janeiro where I am based.

The
BABADOS are animal head sculptures in bright colors with piercing, grillz, spikes and gold teeth. Like a contemporary Epinal image, they result from the clash of two distant universes through me, both shining at the margin: the alternative community and the Carnival, where I work as a sculptor on the floats since my arrival in Brazil in 2018.

Through sculpture, performance and street art, I explore the symbologies of Nature in the collective unconscious of urban societies. The
BABADO project is a creative platform to think with other artists about social issues such as empowerment and the dichotomy between fantasized nature and environmental crisis.

Babado, in Brazilian Portuguese, describes an unusual and attractive attitude, something vanguard and at the same time a bit freaky. This term originally created by the Queer scene is now frequently used by everyone.

cartel bilingue.jpg

LAMBE - LAMBE

PASTE-UP ART

Lambe pres WIX.jpg

A partir de fotografias que tirei de meus amigos posando com os BABADOS como máscaras, crio posters que colo nas ruas do Rio, São Paulo (Brasil), Paris (França), Bruxelas (Bélgica) e em colaboração em Cincinnati (EUA) e Copenhague (Dinamarca). Para interagir com o público um código de QR nos posters faz link para a conta Instagram do projeto @maskbabado.

O lambe-lambe me interessa como um médium coletivo que pratico através de oficinas de colagem com público jovem, festivais, exposições em festas rave e colagens de rua em parceria com outros artistas de rua ao redor do mundo.

Participam deste projeto como modelos:
Alan Chevalier Volpato, Alucas Do Trópico Sul, Aurora Black, Cayo Almeida, Gabriel Mendes, Gláucia Maciel, Guilherme Holanda, Henrique da Silva, Mariana Velozo, Raposa Cosmos, Talita Lima, e Victor Huggo Xavier de Amorim.

From photographs I took of my friends posing with the BABADOS as masks, I create posters that I paste in the streets of Rio, São Paulo (Brazil), Paris (France), Brussels (Belgium). And in collaboration in Cincinnati (USA) and Copenhagen (Denmark).

To dialogue with the public a QR code on the posters links to the project’s Instagram account @maskbabado.

Past-up Art interests me as a collective medium that I practice via collage workshops with young audiences, festivals, rave party exhibitions, and street collages in partnership with other street artists around the world.

Participate in this project as models :
Alan Chevalier Volpato, Alucas Do Trópico Sul, Aurora Black, Cayo Almeida, Gabriel Mendes, Gláucia Maciel, Guilherme Holanda, Henrique da Silva, Mariana Velozo, Raposa Cosmos, Talita Lima, e Victor Huggo Xavier de Amorim.

obras selecionadas

selected works

Pastup_SITE_3.jpg

Performance

As performances do projeto BABADO são criadas pela dupla Marie Hego, escultora e artista audiovisual, e Cayo Almeida, dançarino e coreógrafo, ambos ligados ao Carnaval carioca. As performances são realizadas a partir dos BABADOS esculturas em diálogo com a dança, o som e o vídeo, de forma que a expressividade artística corporal de Almeida dá vida e carrega às esculturas de Hego.

The performances of the BABADO project are created as a duo by the artists Cayo Almeida, dancer and choreographer, and Marie Hego, sculptor and audiovisual, both are linked to the Carioca Carnival. The performances are based on the BABADOS sculptures in dialogue with dance, sound and video, in a way that Almeida’s artistic body expression gives life and charge to Hego’s mask-sculpture.

Capture d’écran 2022-03-30 à 15.02.53.png

LINK TO WATCH THE VIDEO

O Veado Bravo do Rio de Janeiro / The Veado Bravo of Rio de Janeiro

2022

00:02

Performer Cayo Almeida

Mask and Video Marie Hego

Soundtrack It's all in your mind Alucas Do Trópico Sul

Nessa obra xs artistas procuram re-significar a palavra viado e entender o processo de reparação do conflito interior do homem como forma de enfrentar o modelo de masculinidade imposto pela sociedade brasileira.

Viado é a abreviação de transviado, "desviado da normalidade". Foi inicialmente usado durante a ditadura militar para estigmatizar o homem homossexual. O termo se refere também ao veado animal - do latim venātu, "caça abatida". Hoje, a comunidade LGBTQIA+ se reapropriou da palavra, que se tornou unificadora, a encarnação de uma identidade e de uma visão de mundo.

Mesmo antes de entenderem a sexualidade, os homens já ouvem falar de coisas de viado como referência a todas as atitudes que não se encaixam no modelo de masculinidade historicamente construído. Quando se pensa num homem viril geralmente se tem essa figura associada a ideia de violência, brutalidade e rigidez. Essa pressão é ainda mais forte quando se trata de corpos pretos. O condicionamento social para se tornar esse ser bem integrado começa na infância com repressões físicas que parecem ser insignificantes mas que são onipresentes na esfera familiar e alteram profundamente a formação moral e ética do homem.

Essas questões vividas pessoalmente por Almeida são exploradas e superadas na performance através do movimento de um corpo híbrido assumido, atravessado pelo jazz, hip-hop, funk e dança contemporânea. A escultura-máscara de Hego reverbera nele um sentimento de poder e provoca a consciência de sua total liberdade de expressão, o que ativa suas facetas adormecidas.

O Veado Bravo do Rio de Janeiro celebra o renascimento de uma masculinidade renovada, única e pessoal. Trata-se de um convite para que o homem abrace sua própria autenticidade e crie espaços de pertencimento em que reconheça a si mesmo.

In this work, the artists seek to re-signify the word «viado» and understand the process of repairing the man’s inner conflict as a way to break through the model of masculinity imposed by Brazilian society.

Initially used during the military dictatorship to stigmatize homosexual men, viado is an abbreviation of transviado, «deviated from normality». It also refers to the animal «veado», deer, - from the Latin venātu, «hunted game.» Today, the LGBTQIA+ community has reclaimed the term as the personification of an identity and worldview.

Even before understanding sexuality, man already hear about «coisas de veado», deer things, referring to all gestures and actions that do not fit the ideal model of masculinity. In Brazil, the figure of the manly man is generally associated with the idea of violence, brutality and rigidity, even more so when it is a black body. The conditioning to become a well-integrated adult is more over confusing as it begins in childhood with physical repressions that seem insignificant, but which are omnipresent in the family sphere and profoundly alter the moral and ethical formation of man.

These issues experienced personally by Almeida are explored and overcome in the performance through the movement of an assumed hybrid body, traversed by jazz, hip-hop, Brazilian funk and contemporary dance. Hego’s mask reverberates in him a feeling of power and the awareness of his total freedom of expression activating his dormant facets.

The Veado Bravo of Rio de Janeiro celebrates the rebirth of a renewed masculinity, unique and personal. An invitation for men to embrace their own authenticity and create spaces of belonging in which they recognize themselves.